🌿Série Jesus/Yeshua NÃO é o Mashiach - Seus Erros e Mentiras - Parte 3 – A Refutação do Judaísmo Nazareno

  

Imagem: Messias segundo Zacarias. (D'Almeida)

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Oliveira Viva

Jesus/Yeshua NÃO é o Mashiach

 Seus Erros e Mentiras -  Parte 3

O que dizem as Profecias Judaicas?

Alexandre D'Almeida

27 de setembro de 2025


Na terceira parte de sua crítica, os antimissionários continuam a afirmar que Yeshua não pode ser o Messias, alegando que os textos do Ketuvim Netzarim (Novo Testamento) contêm erros históricos, interpretações equivocadas das Escrituras e conceitos teológicos que seriam incompatíveis com o Judaísmo.

Eles questionam passagens específicas, como a entrada de Yeshua em Jerusalém, a citação de Salmo 110 sobre o "Senhor do meu Senhor", a menção de Isaías 61 sobre a libertação dos cativos, a profecia de Daniel 9 sobre as 70 semanas, e outras questões que, segundo eles, demonstram que Yeshua não cumpre as expectativas messiânicas.

Nesta terceira parte dp estudo. examinamos essas objeções, refutando-as com base no Tanakh, na literatura rabínica, em tradições judaicas e em evidências históricas.

Demonstraremos que as interpretações do Judaísmo Nazareno sobre Yeshua como o Messias estão profundamente enraizadas nas tradições judaicas, desafiando as acusações de erro e mentira.

1. Mateus 21:1-9: A Entrada em Jerusalém – Yeshua Não Cumpre Zacarias 9:9?

Mateus 21:1-9 descreve a entrada triunfal de Yeshua em Jerusalém, montado em um jumento, citando Zacarias 9:9: "Alegra-te muito, ó filha de Sião... Eis que o teu rei vem a ti, justo e salvador, humilde, montado em um jumento."

Os antimissionários argumentam que Yeshua não cumpre essa profecia, pois Zacarias 9:9 seria apenas uma metáfora para humildade, não uma profecia literal, e que Yeshua não trouxe a paz universal esperada no contexto de Zacarias 9:10: "Destruirei os carros de Efraim... e ele falará de paz às nações."

No entanto, a tradição judaica interpreta Zacarias 9:9 como uma profecia messiânica literal:

·        Targum de Zacarias 9:9: "Alegra-te muito, ó filha de Sião... Eis que o teu rei, o Messias, vem a ti, justo e salvador, humilde, montado em um jumento." O Targum explicitamente identifica o rei como o Messias.

·        Rashi (sobre Zacarias 9:9): "O rei Messias é referido como um pobre montado em um jumento."

·        Midrash Rabbah (sobre Zacarias 9:9): "O Messias virá em humildade, montado em um jumento, para mostrar sua mansidão antes de trazer a paz às nações."

·        Maharal de Praga: "Montado em um jumento significa que o Messias terá total controle sobre o mundo material, estando acima do yetzer hara (inclinação para o mal)."

Yeshua, ao entrar em Jerusalém em um jumento (Mateus 21:7), cumpre literalmente Zacarias 9:9.

A objeção de que ele não trouxe paz universal ignora a visão judaica de duas vindas do Messias: a primeira em humildade, como servo sofredor (Isaías 53), e a segunda em glória, para trazer paz (Daniel 7:13-14).

Yeshua cumpre a primeira etapa, e sua segunda vinda, conforme Apocalipse 19:11-16, trará a paz universal prometida.

2. Mateus 22:41-45: "O Senhor Disse ao Meu Senhor" – Uma Má Interpretação de Salmo 110:1?

Mateus 22:41-45 cita Salmo 110:1: "Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés." Yeshua usa esse versículo para perguntar aos fariseus: "Se Davi chama o Messias de ‘meu Senhor’, como pode o Messias ser apenas seu filho?"

Antimissionários alegam que Salmo 110 não é messiânico, mas uma referência a Davi ou a um rei terreno, e que Yeshua distorce o texto para afirmar sua divindade. 

A tradição judaica, porém, interpreta Salmo 110 como messiânico:

·        Talmud Sanhedrin 98b: "O Santo, Bendito Seja, dirá ao Messias, filho de Davi: ‘Assenta-te à minha direita’, como está escrito em Salmo 110:1."

·        Midrash Tehilim (sobre Salmo 110): "Este salmo fala do Messias, que será exaltado acima de todos os reis da terra."

·        Rashi (sobre Salmo 110:1): Embora prefira uma leitura sobre Abraão, reconhece que "nossos rabinos interpretaram este salmo como referente ao Messias."

·        Ibn Ezra: "O ‘meu Senhor’ de Salmo 110:1 é o Messias, que será um sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Salmo 110:4)."

Yeshua, ao citar Salmo 110:1, segue a interpretação rabínica de que o Messias é maior que Davi, sendo seu "Senhor". A objeção de que o salmo não é messiânico contradiz a tradição judaica antiga, e a pergunta de Yeshua aos fariseus reflete um debate teológico comum no Judaísmo do Segundo Templo sobre a natureza do Messias.

3. Lucas 4:16-21: "Proclamar Liberdade aos Cativos" – Yeshua Não Cumpre Isaías 61:1-2?

Lucas 4:16-21 relata Yeshua lendo Isaías 61:1-2 em uma sinagoga: "O Espírito do Senhor está sobre mim... para proclamar liberdade aos cativos... para anunciar o ano aceitável do Senhor." Ele declara: "Hoje se cumpriu esta Escritura."

Antimissionários argumentam que Yeshua não cumpriu essa profecia, pois não libertou cativos físicos nem trouxe a redenção final, e que Isaías 61 se refere ao retorno do exílio babilônico, não ao Messias.

Embora Isaías 61 tenha um contexto histórico (o retorno do exílio), a tradição judaica o interpreta como messiânico:

·        Targum de Isaías 61:1: "O Espírito do Senhor está sobre mim... para proclamar liberdade aos cativos, e aos que estão presos a abertura das prisões, porque eu sou o Messias."

·        Midrash Rabbah (sobre Isaías 61): "Este texto fala do Messias, que trará libertação espiritual e física a Israel."

·        Rashi (sobre Isaías 61:1): "Refere-se ao Messias, que anunciará boas novas aos humildes."

Yeshua, ao proclamar liberdade, foca na libertação espiritual — do pecado e da opressão espiritual (Lucas 7:47) —, que é o primeiro passo da redenção messiânica.

A libertação física e a redenção final ocorrerão em sua segunda vinda, como previsto em Isaías 61:2b ("o dia da vingança do nosso Deus"), que Yeshua intencionalmente não lê, indicando que esse aspecto ainda está por vir.

A objeção antimissionária ignora o conceito judaico de duplo cumprimento e a natureza progressiva da missão messiânica.

4. Daniel 9:24-27: As 70 Semanas e a Morte do Messias – Um Cálculo Errado?

Antimissionários questionam a interpretação de Daniel 9:24-27, que o Judaísmo Nazareno aplica à morte de Yeshua. Daniel 9:24-26 diz: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo... para fazer cessar a transgressão... e ungir o Santo dos Santos...

Depois das sessenta e duas semanas, será cortado o Ungido, e não será mais." Eles alegam que o "Ungido" não é o Messias, mas um rei ou sacerdote, e que o cálculo das 70 semanas não aponta para Yeshua.

A tradição judaica, porém, interpreta Daniel 9 como messiânica:

·        Talmud Nazir 32b: "As 70 semanas de Daniel referem-se ao tempo do Messias, que será cortado, mas trará expiação."

·        Rashi (sobre Daniel 9:24): "As 70 semanas são um período determinado para a redenção, e o Ungido que será cortado é uma figura messiânica."

·        Ibn Ezra (sobre Daniel 9:26): "O Ungido que será cortado é o Messias, e sua morte trará expiação para muitos."

O cálculo das 70 semanas (490 anos) começa com o decreto de Artaxerxes em 457 a.C. (Esdras 7:11-26) para reconstruir Jerusalém.

Após 69 semanas (483 anos), chega-se a 27 d.C., o início do ministério de Yeshua. A 70ª semana (27-34 d.C.) inclui sua morte (30 d.C.) e a expansão da mensagem aos gentios (Atos 10).

Yeshua, ao ser "cortado" (morto), cumpre Daniel 9:26, trazendo expiação, como Isaías 53:5 confirma. A objeção antimissionária desconsidera a interpretação rabínica e o cálculo histórico que alinha Yeshua com a profecia.

5. A Ressurreição do Messias: Uma Ideia Estrangeira ao Judaísmo?

Antimissionários alegam que a ressurreição de Yeshua (Mateus 28:6) é uma invenção cristã, pois o Judaísmo não esperava um Messias que morresse e ressuscitasse. No entanto, a ideia de um Messias que morre e ressuscita é atestada em tradições judaicas antigas:

·        Oráculo de Histaspes (citado por Clemente de Alexandria): "Ele lutará contra o profeta de D’us, o vencerá e o matará... mas dentro do terceiro dia ele voltará à vida e será levado aos céus." Essa tradição judaica, anterior a Yeshua, prevê a ressurreição do Messias ao terceiro dia.

·        Talmud Sanhedrin 98b: "O Messias sofrerá e será exaltado, como está escrito: ‘Ele foi cortado da terra dos viventes’ (Isaías 53:8), mas depois viverá para sempre."

·        Midrash Rabbah (sobre Oséias 6:2): "Depois de dois dias nos dará vida, ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele." Os rabinos conectam isso à ressurreição do Messias.

Yeshua, ao ressuscitar ao terceiro dia (Marcos 16:6), cumpre essas expectativas judaicas, que os antimissionários ignoram.

6. A Rejeição de Yeshua por Israel: Um Sinal de Falha?

Antimissionários argumentam que, se Yeshua fosse o Messias, Israel o teria aceitado, e sua rejeição é prova de que ele não cumpre as profecias. No entanto, o Tanakh prevê a rejeição do Messias:

·        Isaías 53:3: "Desprezado e rejeitado pelos homens, homem de dores e que sabe o que é padecer."

·        Salmo 118:22: "A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular."

·        Zohar (sobre Isaías 53): "O Messias será rejeitado por Israel, mas sua rejeição trará expiação."

A rejeição de Yeshua (João 1:11) não é um sinal de falha, mas o cumprimento de profecias que descrevem um Messias sofredor, rejeitado antes de ser exaltado. Sua aceitação virá em sua segunda vinda, como Zacarias 12:10 prediz: "Olharão para mim, a quem traspassaram, e o prantearão."

Respondendo aos Antimissionários

Os antimissionários alegam que Yeshua não é o Messias, mas:

1.     Zacarias 9:9: Yeshua cumpre a profecia ao entrar em Jerusalém em um jumento, e a paz universal virá em sua segunda vinda.

2.     Salmo 110:1: É messiânico, como o Talmud e Rashi confirmam, e Yeshua o aplica corretamente.

3.     Isaías 61:1-2: Yeshua proclama liberdade espiritual, com a redenção física a ser cumprida em sua volta.

4.     Daniel 9:24-27: O cálculo das 70 semanas aponta para Yeshua, e a tradição judaica vê o Ungido como o Messias.

5.     Ressurreição: Tradições como o Oráculo de Histaspes e o Midrash esperam um Messias que ressuscita.

6.     Rejeição: Isaías 53 e o Zohar preveem que o Messias será rejeitado antes de ser aceito.

Conclusão: Yeshua e as Profecias Judaicas

As objeções antimissionárias, que acusam o Judaísmo Nazareno de erros e mentiras, não se sustentam diante das evidências.

  • Yeshua cumpre Zacarias 9:9 ao entrar em Jerusalém;
  • Salmo 110:1 o exalta como "Senhor"; Isaías 61:1-2 é proclamado em sua missão;
  • Daniel 9:24-27 aponta para sua morte expiatória;
  • Sua ressurreição alinha-se com tradições judaicas;
  • E sua rejeição é profetizada no Tanakh.

Longe de ser uma invenção, Yeshua é o Messias que as Escrituras e a tradição judaica esperavam.

Convido o leitor a explorar essas fontes e refletir: seria Yeshua o Messias que cumpre as profecias do Tanakh, como o Judaísmo Nazareno proclama?

Que o Eterno o Abençoe!




Alexandre D'Almeida

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