🌿Série O Messias de Isaías - Parte 5: O Servo Sofredor na Verdadeira Visão Judaica -Isaías 53 Revisado
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Oliveira Viva
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O Servo Sofredor na Verdadeira Visão Judaica -Isaías 53 Revisado
Série O Messias de Isaías - Parte 5
Alexandre D'Almeida
Série O Messias de Isaías - Parte 5
Alexandre D'Almeida
Isaías 53, o célebre texto do "Servo Sofredor", tem gerado interpretações divergentes no Judaísmo. Enquanto muitos rabinos medievais, como Rashi, identificaram o servo com o povo de Israel, uma tradição mais antiga e persistente, refletida no Targum Yonatan e em numerosos midrashim, aponta para o Messias.
Vamos examinar a "verdadeira visão judaica" de Isaías 53, argumentando que o Messias, como projeção e representante de Israel, é o foco original da profecia.
A mudança para uma leitura coletiva, segundo essa perspectiva, seria uma resposta tardia às tensões com o cristianismo e o islamismo, obscurecendo uma interpretação messiânica enraizada desde o período tanaítico.
O Servo: Israel e o Messias Interligados
Isaías 44:1-2 chama Israel de "servo do Eterno", um título que reaparece em Isaías 53.
Para muitos intérpretes normativos, isso implica que o servo sofredor é o povo judeu, afligido pelas nações. Contudo, o Messias também é descrito como servo em diversas fontes judaicas, e sua vida reflete a de Israel como seu representante máximo.
Essa relação baseia-se no princípio da solidariedade judaica: o pecado ou a santidade de um afeta o todo. Assim, o Messias encarna os sofrimentos e a redenção do povo, sendo tanto uma projeção de Israel quanto seu redentor.
Este estudo argumenta que a interpretação original de Isaías 53 era messiânica, uma visão que mudou apenas em tempos medievais por razões históricas.
Isaías 44:1-2 chama Israel de "servo do Eterno", um título que reaparece em Isaías 53.
Para muitos intérpretes normativos, isso implica que o servo sofredor é o povo judeu, afligido pelas nações. Contudo, o Messias também é descrito como servo em diversas fontes judaicas, e sua vida reflete a de Israel como seu representante máximo.
Essa relação baseia-se no princípio da solidariedade judaica: o pecado ou a santidade de um afeta o todo. Assim, o Messias encarna os sofrimentos e a redenção do povo, sendo tanto uma projeção de Israel quanto seu redentor.
Este estudo argumenta que a interpretação original de Isaías 53 era messiânica, uma visão que mudou apenas em tempos medievais por razões históricas.
O Targum Yonatan: Uma Leitura Messiânica Explícita
O Targum Yonatan, tradução e comentário aramaico do século I, é considerado inspirado por muitos eruditos judaicos. Ele interpreta Isaías 52:13-53:12 como uma profecia sobre o Messias:
- Isaías 52:13: "Eis que prosperará o meu servo, o Messias; ele será exaltado e engrandecido."
- Isaías 53:1-2: "Quem acreditou em nosso relato? O justo será grande perante Ele, como ramos que brotam."
- Isaías 53:4-5: "Ele orou por nossos pecados, e por causa Dele nossas iniquidades serão perdoadas... Por meio de suas palavras, nossos pecados serão perdoados."
- Isaías 53:7: "Ele se entregará aos poderosos das nações como um cordeiro para o abatedouro."
- Isaías 53:10-12: "Aprouve ao Eterno perdoar os pecados de todos nós por causa Dele... Ele entregará sua vida à morte e fará com que os rebeldes guardem a Torá."
O Targum enfatiza o Messias como sofredor expiatório, cuja doutrina traz paz e redenção, uma visão contemporânea ao Segundo Templo, anterior às leituras medievais.
O Targum Yonatan, tradução e comentário aramaico do século I, é considerado inspirado por muitos eruditos judaicos. Ele interpreta Isaías 52:13-53:12 como uma profecia sobre o Messias:
- Isaías 52:13: "Eis que prosperará o meu servo, o Messias; ele será exaltado e engrandecido."
- Isaías 53:1-2: "Quem acreditou em nosso relato? O justo será grande perante Ele, como ramos que brotam."
- Isaías 53:4-5: "Ele orou por nossos pecados, e por causa Dele nossas iniquidades serão perdoadas... Por meio de suas palavras, nossos pecados serão perdoados."
- Isaías 53:7: "Ele se entregará aos poderosos das nações como um cordeiro para o abatedouro."
- Isaías 53:10-12: "Aprouve ao Eterno perdoar os pecados de todos nós por causa Dele... Ele entregará sua vida à morte e fará com que os rebeldes guardem a Torá."
O Targum enfatiza o Messias como sofredor expiatório, cuja doutrina traz paz e redenção, uma visão contemporânea ao Segundo Templo, anterior às leituras medievais.
Vozes Rabínicas em Defesa do Messias Sofredor
Diversos rabinos e textos rabínicos sustentam essa interpretação messiânica:
- Moshe Ibn Crispin (século XIV): Criticou os rabinos que viam Isaías 53 como Israel, afirmando que "abandonaram o conhecimento dos nossos rabinos por obstinação". Ele declarou: "Tenho prazer em interpretar este texto de acordo com os ensinamentos dos nossos rabinos no sentido de que se refere ao Rei Messias... para que possamos reconhecer o Messias pela semelhança com as características descritas."
- Moshe ben Nachman (Ramban, 1194-1270): Em debate com Pablo Cristiani, defendeu que Isaías 53 era sobre Israel, mas admitiu que a Aggadah o associa ao Messias.
- Talmud Bavli, Sanhedrin 98b: Pergunta o nome do Messias, respondendo "leproso" ou "doente", citando Isaías 53:4 ("ele tomou sobre si nossas enfermidades"), com uma nota na edição Soltino afirmando sua aplicação ao Messias.
- Midrash Lekach Tov (Números 24:7): Liga "seu reino será exaltado" a Isaías 52:13, referindo-se aos dias do Messias.
- Rebbe de Lubavitch (Menachem Mendel Schneerson): Interpreta Isaías 52:13 como o Messias, que prosperará e será exaltado.
- Midrash Rabbah (Rute 2:14): No nível sod (secreto), "molhe seu pedaço no vinagre" alude aos sofrimentos do Messias, citando Isaías 53:5.
Diversos rabinos e textos rabínicos sustentam essa interpretação messiânica:
- Moshe Ibn Crispin (século XIV): Criticou os rabinos que viam Isaías 53 como Israel, afirmando que "abandonaram o conhecimento dos nossos rabinos por obstinação". Ele declarou: "Tenho prazer em interpretar este texto de acordo com os ensinamentos dos nossos rabinos no sentido de que se refere ao Rei Messias... para que possamos reconhecer o Messias pela semelhança com as características descritas."
- Moshe ben Nachman (Ramban, 1194-1270): Em debate com Pablo Cristiani, defendeu que Isaías 53 era sobre Israel, mas admitiu que a Aggadah o associa ao Messias.
- Talmud Bavli, Sanhedrin 98b: Pergunta o nome do Messias, respondendo "leproso" ou "doente", citando Isaías 53:4 ("ele tomou sobre si nossas enfermidades"), com uma nota na edição Soltino afirmando sua aplicação ao Messias.
- Midrash Lekach Tov (Números 24:7): Liga "seu reino será exaltado" a Isaías 52:13, referindo-se aos dias do Messias.
- Rebbe de Lubavitch (Menachem Mendel Schneerson): Interpreta Isaías 52:13 como o Messias, que prosperará e será exaltado.
- Midrash Rabbah (Rute 2:14): No nível sod (secreto), "molhe seu pedaço no vinagre" alude aos sofrimentos do Messias, citando Isaías 53:5.
Midrashim e a Expiação Messiânica
Os midrashim reforçam essa visão:
- Pesikta Rabbati (36:1-2) e Midrashim Geulat (307-308): O Messias sofre por Israel, perguntando ao Eterno sobre a duração de sua dor, que é comparada à do próprio Eterno.
- Zohar: O Messias assume as aflições de Israel no "Salão do Aflito", conforme Isaías 53:4-5.
- Sefer Zerubavel e Midrash em The Messiah Texts (Raphael Patai): O Messias aceita sofrer "com grande alegria" para que nenhuma alma de Israel pereça, ecoando Isaías 53:5.
- Tree of Souls (Howard Schwartz, p. 489): O Messias sofre antes da redenção, tomando as provações de Israel.
Os midrashim reforçam essa visão:
- Pesikta Rabbati (36:1-2) e Midrashim Geulat (307-308): O Messias sofre por Israel, perguntando ao Eterno sobre a duração de sua dor, que é comparada à do próprio Eterno.
- Zohar: O Messias assume as aflições de Israel no "Salão do Aflito", conforme Isaías 53:4-5.
- Sefer Zerubavel e Midrash em The Messiah Texts (Raphael Patai): O Messias aceita sofrer "com grande alegria" para que nenhuma alma de Israel pereça, ecoando Isaías 53:5.
- Tree of Souls (Howard Schwartz, p. 489): O Messias sofre antes da redenção, tomando as provações de Israel.
Outras Perspectivas Rabínicas
- Sabatai Tzvi, O Messias Místico (Gershom Scholem, p. 53): No período tanaítico, Isaías 53 era visto como messiânico, mas aggadistas medievais preferiram outras leituras para contrapor o cristianismo. O Pesikta Rabbati mantém a tradição messiânica.
- Moshe Idel (Ben Sonship and Jewish Mysticism, p. 150): Relaciona Salmo 2 ao Messias sofredor de Isaías 53.
- Chaim Kramer (Mashiach, p. 34): Compara o Messias a Davi, sofrendo os abusos acumulados no exílio, citando Salmos 89:51-52 como paralelo a Isaías 53.
- Sabatai Tzvi, O Messias Místico (Gershom Scholem, p. 53): No período tanaítico, Isaías 53 era visto como messiânico, mas aggadistas medievais preferiram outras leituras para contrapor o cristianismo. O Pesikta Rabbati mantém a tradição messiânica.
- Moshe Idel (Ben Sonship and Jewish Mysticism, p. 150): Relaciona Salmo 2 ao Messias sofredor de Isaías 53.
- Chaim Kramer (Mashiach, p. 34): Compara o Messias a Davi, sofrendo os abusos acumulados no exílio, citando Salmos 89:51-52 como paralelo a Isaías 53.
A Mudança Interpretativa e a Visão Original
A Jewish Study Bible (p. 891) reconhece que o Targum e vários midrashim identificam o servo como o Messias, mas sugere que interpretações medievais, como a de Rashi, foram influenciadas por animosidades com cristãos e muçulmanos. Podemos argumentar que a visão original, refletida no Targum e no período tanaítico, era messiânica, e a leitura coletiva é uma inovação tardia.
O Messias, como projeção de Israel, sofre e redime, cumprindo Isaías 53 literalmente — um eco visto na crucificação de Yeshua.
A Jewish Study Bible (p. 891) reconhece que o Targum e vários midrashim identificam o servo como o Messias, mas sugere que interpretações medievais, como a de Rashi, foram influenciadas por animosidades com cristãos e muçulmanos. Podemos argumentar que a visão original, refletida no Targum e no período tanaítico, era messiânica, e a leitura coletiva é uma inovação tardia.
O Messias, como projeção de Israel, sofre e redime, cumprindo Isaías 53 literalmente — um eco visto na crucificação de Yeshua.
Conclusão: Yeshua na Visão Judaica Original
Isaías 53, na "verdadeira visão judaica," aponta para o Messias como o servo sofredor, cuja vida reflete e redime Israel.
O Targum Yonatan, Ibn Crispin, o Talmud e os midrashim atestam essa leitura antiga, que vê o Messias orando por pecados, entregando-se à morte e trazendo kapará.
Yeshua HaMashiach, desprezado, ferido e exaltado, alinha-se com essa profecia, construindo paz e perdoando iniquidades por meio de seu sacrifício.
Convido o leitor a revisitar Isaías 53 à luz dessas fontes e considerar se a visão messiânica original, obscurecida por séculos de polêmica, não encontra sua realização em Yeshua, o servo que sofreu por todos.
Anotações do Estudo:
- O Servo como Israel e Messias: Isaías 44:1-2 identifica Israel como servo; em Isaías 53, o Messias é uma projeção do povo, refletindo sua vida como representante.
- Targum Yonatan: Interpreta Isaías 52:13-53:12 como o Messias sofredor, exaltado, que expia pecados e ensina a Torá.
- Moshe Ibn Crispin: Defende a leitura messiânica original, criticando a visão de Israel como obstinação.
- Ramban (Nachmanides): Sustenta Israel como servo, mas reconhece a Aggadah messiânica.
- Talmud Sanhedrin 98b: Nomeia o Messias como "leproso" ou "doente", citando Isaías 53:4.
- Midrash Lekach Tov: Liga Números 24:7 a Isaías 52:13, referindo-se ao Messias.
- Rebbe de Lubavitch: Vê Isaías 52:13 como o Messias exaltado.
- Jewish Study Bible: Admite que Targum e midrashim identificam o servo como Messias, mas nota a influência medieval anticristã.
- Midrash Rabbah (Rute 2:14): No nível sod, alude aos sofrimentos do Messias (Isaías 53:5).
- Sabatai Tzvi (Gershom Scholem): Contrasta leituras tanaíticas messiânicas com interpretações medievais.
- Tree of Souls (Howard Schwartz): O Messias sofre por Israel antes da redenção.
- The Messiah Texts (Raphael Patai): O Messias aceita sofrer pelos pecados de Israel.
- Sefer Zerubavel e Outros Midrashim: Reforçam o Messias sofredor de Isaías 53.
- Moshe Idel: Relaciona Salmo 2 a Isaías 53.
- Chaim Kramer: Compara o Messias a Davi, sofrendo pelo exílio.
Isaías 53, na "verdadeira visão judaica," aponta para o Messias como o servo sofredor, cuja vida reflete e redime Israel.
O Targum Yonatan, Ibn Crispin, o Talmud e os midrashim atestam essa leitura antiga, que vê o Messias orando por pecados, entregando-se à morte e trazendo kapará.
Yeshua HaMashiach, desprezado, ferido e exaltado, alinha-se com essa profecia, construindo paz e perdoando iniquidades por meio de seu sacrifício.
Convido o leitor a revisitar Isaías 53 à luz dessas fontes e considerar se a visão messiânica original, obscurecida por séculos de polêmica, não encontra sua realização em Yeshua, o servo que sofreu por todos.
Anotações do Estudo:
- O Servo como Israel e Messias: Isaías 44:1-2 identifica Israel como servo; em Isaías 53, o Messias é uma projeção do povo, refletindo sua vida como representante.
- Targum Yonatan: Interpreta Isaías 52:13-53:12 como o Messias sofredor, exaltado, que expia pecados e ensina a Torá.
- Moshe Ibn Crispin: Defende a leitura messiânica original, criticando a visão de Israel como obstinação.
- Ramban (Nachmanides): Sustenta Israel como servo, mas reconhece a Aggadah messiânica.
- Talmud Sanhedrin 98b: Nomeia o Messias como "leproso" ou "doente", citando Isaías 53:4.
- Midrash Lekach Tov: Liga Números 24:7 a Isaías 52:13, referindo-se ao Messias.
- Rebbe de Lubavitch: Vê Isaías 52:13 como o Messias exaltado.
- Jewish Study Bible: Admite que Targum e midrashim identificam o servo como Messias, mas nota a influência medieval anticristã.
- Midrash Rabbah (Rute 2:14): No nível sod, alude aos sofrimentos do Messias (Isaías 53:5).
- Sabatai Tzvi (Gershom Scholem): Contrasta leituras tanaíticas messiânicas com interpretações medievais.
- Tree of Souls (Howard Schwartz): O Messias sofre por Israel antes da redenção.
- The Messiah Texts (Raphael Patai): O Messias aceita sofrer pelos pecados de Israel.
- Sefer Zerubavel e Outros Midrashim: Reforçam o Messias sofredor de Isaías 53.
- Moshe Idel: Relaciona Salmo 2 a Isaías 53.
- Chaim Kramer: Compara o Messias a Davi, sofrendo pelo exílio.
Que o terno os abençoe!
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