🌿Serie Mashiach ben Yosef. Parte 4 - A Expectativa de um Messias Sofredor na Bíblia Hebraica e na Tradição Judaica

Imagem: Capa do Livro: Messiah ben Joseph, by David C. Mitchell

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Oliveira Viva

 A Expectativa de um Messias Sofredor na Bíblia Hebraica e na Tradição Judaica

Mashiach Ben Yosef ou Ben Efraim?

Alexandre D'Almeida

7 de setembro de 2025

Neste novo estudo, exploramos a figura do Mashiach Ben Yosef (Messias Filho de José), uma expectativa messiânica presente na Bíblia Hebraica e amplamente discutida na tradição judaica, mas que muitas vezes foi obscurecida ou mal compreendida.

Baseado no Livro Messiah ben Joseph, by David C. Mitchell e no podcast Case for Messiah, apresentado por Golan Broshi com a participação do Dr. David Mitchell, um renomado estudioso do Mashiach Ben Yosef (Messias Filho de José). (https://a.co/d/1UpiZWu)

Estudaremos as origens bíblicas e pré-cristãs dessa figura, sua relevância na literatura rabínica e as razões pelas quais ela foi mantida como um "segredo" por muitos rabinos ao longo dos séculos.

Mitchell argumenta que o Mashiach Ben Yosef é uma figura bíblica, não uma invenção rabínica tardia, e que sua missão de sofrer, morrer e trazer expiação para Israel alinha-se com a apresentação de Yeshua (Jesus) no Novo Testamento.

1. O Mashiach Ben Yosef na Tradição Judaica: Um Messias Sofredor

Há uma citação impactante sobre o Mashiach Ben Yosef na literatura rabínica: "ele é uma figura que vem da Galileia, morre traspassado por inimigos cruéis às portas de Jerusalém, e sua morte leva à dispersão de Israel entre as nações."

Contudo, essa morte confunde Satanás, expia os pecados, abole a própria morte, e o Messias é ressuscitado.

Mitchell explica que sua jornada com o Mashiach Ben Yosef começou há 30 anos, em 1993, enquanto escrevia sua tese de doutorado, que se tornaria o livro The Message of the Psalter.

Durante sua pesquisa, ele notou que, embora o livro de Salmos comece e termine com ênfase em Davi (Salmos 1-2 e 146-150), a seção central (Salmos 60-108) destaca José como figura principal. Intrigado com a proeminência de José em um livro associado ao Messias davídico, Mitchell começou a investigar.

Por um acaso, ele encontrou o livro Doctrines and Beliefs, do rabino Saadia Gaon (século X), que afirmava que um Messias da tribo de José, o Mashiach Ben Yosef, deveria vir e morrer para preparar o caminho para o Mashiach Ben David (Messias Filho de Davi).

Essa descoberta foi um divisor de águas para Mitchell, que percebeu que a presença de José nos Salmos poderia estar ligada a essa expectativa messiânica.

2. O Mashiach Ben Yosef é uma Invenção Rabínica Tardia?

Uma objeção comum, levantada por Golan Broshi, é que o conceito de Mashiach Ben Yosef seria uma invenção rabínica pós-cristã, possivelmente uma resposta à afirmação cristã de que Yeshua, como Mashiach Ben David, morreu pelos pecados do mundo.

Muitos estudiosos, tanto judeus quanto cristãos, argumentam que o Mashiach Ben Yosef surgiu após o século II d.C., como uma forma de os rabinos contornarem as reivindicações cristãs sobre um Messias sofredor.

Mitchell refuta essa ideia com veemência. Ele argumenta que não faria sentido os rabinos rejeitarem Yeshua como um Messias sofredor e, em seguida, inventarem outra figura messiânica com características idênticas — vindo da Galileia, morrendo de forma sacrificial, expiando pecados e sendo ressuscitado. Para Mitchell, o Mashiach Ben Yosef é uma figura bíblica, presente na Bíblia Hebraica, e não uma invenção tardia.

Ele chama o Mashiach Ben Yosef de "o segredo mais bem guardado do Judaísmo". Durante a Disputa de Barcelona (1263), o renomado rabino Nachmânides (Ramban) foi pressionado pelo frade cristão Pablo Christiani a admitir que o Messias deveria morrer.

Apesar de Ramban ter amplo conhecimento sobre o Mashiach Ben Yosef, ele evitou mencionar essa figura, percebendo que Christiani não a conhecia. Ramban afirmou que não há, na literatura judaica, como o Talmud ou os Haggadot, qualquer indicação de que o Mashiach Ben David morreria. Mitchell interpreta isso como uma estratégia deliberada: os rabinos mantiveram o Mashiach Ben Yosef em segredo por 2.000 anos porque sua existência levantava uma questão incômoda.

Se a ideia de um Messias sofredor da Galileia que morre e ressuscita existia antes de Yeshua, por que os judeus não o aceitaram? Se surgiu depois, por que criar uma figura tão semelhante àquela que rejeitaram?

3. Evidências Bíblicas do Mashiach Ben Yosef

Mitchell fundamenta sua argumentação em passagens da Bíblia Hebraica que, segundo ele e a tradição rabínica, apontam para o Mashiach Ben Yosef:

  • Gênesis 49:24: Jacó, ao abençoar José, profetiza que dele virá um "pastor-rocha" de Shiloh. Essa passagem, situada no contexto dos "últimos dias" (Gênesis 49:1), é interpretada como uma profecia messiânica, indicando um Messias da tribo de José. Essa passagem, situada no contexto dos "últimos dias" (Gênesis 49:1), é interpretada como uma profecia messiânica, indicando um Messias da tribo de José.
  • Deuteronômio 33:17: Nessa bênção de Moisés às tribos, também no contexto dos "últimos dias" (Deuteronômio 31:29), José é descrito como um "boi primogênito" ( dias" (Deuteronômio 31:29), José é descrito como um "boi primogênito" (shor) e um "boi selvagem" (re’em). Mitchell explica que o Mitchell explica que o shor (boi doméstico) é um animal sacrificial, destinado a morrer (Números 18:17), enquanto o destinado a morrer (Números 18:17), enquanto o re’em (boi selvagem, ou auroque, uma espécie extinta) é um símbolo de poder e conquista, temido até por Júlio César, que o descreveu como quase tão grande quanto um elefante. A transformação do temido até por Júlio César, que o descreveu como quase tão grande quanto um elefante. A transformação do shor em re’em simboliza a jornada do do Mashiach Ben Yosef: ele começa como um boi sacrificial, destinado ao sacrifício, mas é coroado com os chifres do ao sacrifício, mas é coroado com os chifres do re’em, tornando-se um conquistador. Essa transformação só pode ocorrer por meio da morte sacrificial, seguida de uma elevação à glória, um padrão que ecoa a história de José, que foi escravizado, considerado morto, mas acabou governando o Egito. conquistador. Essa transformação só pode ocorrer por meio da morte sacrificial, seguida de uma elevação à glória, um padrão que ecoa a história de José, que foi escravizado, considerado morto, mas acabou governando o Egito.
  • Zacarias 12:10: Zacarias descreve um "Rei-Pastor" que é traspassado, e aqueles que o traspassaram lamentam por ele. Imediatamente após, em Zacarias 13:1, uma fonte é aberta para a casa de Davi e os habitantes de Jerusalém, para purificá-los do pecado. Na tradição rabínica, como no traspassaram lamentam por ele. Imediatamente após, em Zacarias 13:1, uma fonte é aberta para a casa de Davi e os habitantes de Jerusalém, para purificá-los do pecado. Na tradição rabínica, como no Targum de Zacarias, no Talmud (Sukah 52a) e em comentários de Rashi e Ibn Ezra, esse versículo é associado ao Mashiach Ben Yosef. Mitchell argumenta que a morte desse Messias expia os pecados de Israel, desfaz o mal e purifica o povo. os pecados de Israel, desfaz o mal e purifica o povo.
  • Habacuque 3:11-13: Habacuque, profetizando no final do século VII a.C., fala de um tempo em que o sol e a lua pararam (Habacuque 3:11), uma referência clara a Josué, que fez o sol e a lua pararem durante a batalha contra os amoritas (Josué 10:12-13). Habacuque diz que Deus saiu para a salvação de seu povo e de seu "Messias" (em hebraico, sol e a lua pararam (Habacuque 3:11), uma referência clara a Josué, que fez o sol e a lua pararem durante a batalha contra os amoritas (Josué 10:12-13). Habacuque diz que Deus saiu para a salvação de seu povo e de seu "Messias" (em hebraico, mashiach, "ungido"). Mitchell observa que a Septuaginta (tradução grega da Bíblia Hebraica) especifica que Deus saiu para salvar seu povo "por meio de Josué, seu Messias". Como Josué era um efraimita (descendente de José), Habacuque está olhando para Josué como um tipo do Mitchell observa que a Septuaginta (tradução grega da Bíblia Hebraica) especifica que Deus saiu para salvar seu povo "por meio de Josué, seu Messias". Como Josué era um efraimita descendente de José), Habacuque está olhando para Josué como um tipo do Mashiach Ben Yosef, esperando um novo "Josué" que venha da tribo de José para derrotar os babilônios, assim como Josué derrotou os amoritas. um novo "Josué" que venha da tribo de José para derrotar os babilônios, assim como Josué derrotou os amoritas.
  • Paralelos Narrativos entre José e Davi: Mitchell e o apresentador destacam que a narrativa da ascensão de Davi (1 Samuel 16-2 Samuel 5) é escrita como uma analogia à história de José (Gênesis 37-50). Ambos são enviados pelo pai para verificar seus irmãos, ambos são desprezados (José por seus irmãos, Davi por Eliabe, 1 Samuel 17:28), e ambos enfrentam tentações sexuais (José resiste à esposa de Potifar, Gênesis 39:7-12, enquanto Davi cai com Bate-Seba, 2 Samuel 11). Além disso, em Jeremias 52 (paralelo a 2 Reis 25), a libertação de Jeconias, um rei davídico, no 37º ano do exílio, é descrita com paralelos à libertação de José da prisão: Jeconias é retirado da prisão, suas vestes são trocadas, e ele é colocado em um trono, assim como José (Gênesis 41). O estudioso judeu Dr. Mikha’el Avio, ex-chefe do Departamento de Bíblia da Universidade de Bonn, argumenta que o autor intencionalmente conecta a esperança davídica à esperança josephita. A narrativa da ascensão de Davi (1 Samuel 16-2 Samuel 5) é escrita como uma analogia à história de José (Gênesis 37-50). Ambos são enviados pelo pai para verificar seus irmãos, ambos são desprezados (José por seus irmãos, Davi por Eliabe, 1 Samuel 17:28), e ambos enfrentam tentações sexuais (José resiste à esposa de Potifar, Gênesis 39:7-12, enquanto Davi cai com Bate-Seba, 2 Samuel 11). Além disso, em Jeremias 52 (paralelo a 2 Reis 25), a libertação de Jeconias, um rei davídico, no 37º ano do exílio, é descrita com paralelos à libertação de José da prisão: Jeconias é retirado da prisão, suas vestes são trocadas, e ele é colocado em um trono, assim como José (Gênesis 41). O estudioso judeu Dr. Mikha’el Avio, ex-chefe do Departamento de Bíblia da Universidade de Bonn, argumenta que o autor intencionalmente conecta a esperança davídica à esperança josephita.

Outras passagens mencionadas por Mitchell incluem :

📕 Obadias 1:18

Embora Mitchell não discuta extensivamente Obadias, ele sugere que a profecia de que "a casa de José será um fogo" que consumirá Edom pode ser vista como uma representação do papel do Mashiach ben Yosef na derrota dos inimigos de Israel, alinhando-se com sua função de líder militar e redentor.

📘 Miqueias 5:1–4

Em Miqueias, Mitchell identifica uma figura messiânica que emerge de Belém e que é associada a Efraim, não a Judá. Ele argumenta que essa figura restaurará o "primeiro domínio" e herdará a autoridade da casa de Davi, características atribuídas ao Mashiach ben Yosef.

📙 Amós 6:13

Mitchell interpreta Amós 6:13, onde é mencionado "tomamos para nós chifres", como uma referência simbólica ao poder militar de Efraim. Ele conecta isso à bênção de Moisés sobre José em Deuteronômio 33:17, onde José é comparado a um boi com chifres que atacará os povos até os confins da terra, simbolizando a força do Mashiach ben Yosef.

📖 Jeremias 31:9, 15, 18

Mitchell vê em Jeremias 31 uma representação de Efraim como o "filho primogênito" de Deus, enfatizando a conexão com José. Ele interpreta que essa passagem simboliza a restauração das tribos do norte de Israel, com Efraim (descendente de José) desempenhando um papel central. Além disso, Mitchell observa que Jeremias aplica linguagem associada a José ao rei Josias, sugerindo uma tipologia messiânica josefita.

📜 Isaías 52–53: O Servo Sofredor

Mitchell argumenta que Isaías 52–53 descreve um servo que sofre e morre em expiação pelos pecados de Israel, características atribuídas ao Mashiach ben Yosef. Ele destaca que rabinos como Isaiah Horowitz e Naphtali ben Asher Altschuler também associaram essas passagens ao Mashiach ben Yosef, interpretando que ele "derramará sua alma até a morte" (Isaías 53:12) e que seu sangue servirá como expiação para o povo.

4. Evidências Pré-Cristãs do Mashiach Ben Yosef

Mitchell apresenta fontes pré-cristãs que confirmam a existência da expectativa de um Mashiach Ben Yosef antes de Yeshua:

  • 4Q372 (Apócrifo de José, Pergaminhos do Mar Morto): Um texto samaritano, datado de 200 a 300 anos antes de Yeshua, encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto, descreve uma figura chamada José que está morrendo, clama a Deus por livramento e declara: "Eu me levantarei novamente para fazer justiça e a vontade de Deus." Mitchell interpreta isso como uma referência a um Messias da linhagem de José, que morre e ressuscita.
  • Testamento dos Doze Patriarcas (Testamento de Benjamim): Esse texto intertestamental afirma que o filho de José morrerá pelos pecados do mundo, "como um cordeiro", uma clara alusão a um Messias sofredor.
  • Apocalipse dos Animais de Enoque (Capítulo 90): Nesse texto, um "boi branco" (símbolo de sacrifício) é transformado em um "grande boi preto com chifres", ecoando a transformação do  shor em re’em de Deuteronômio 33:17, simbolizando a jornada do Mashiach Ben Yosef de  sacrifício para glória.

Essas fontes mostram que a ideia de um Mashiach Ben Yosef sofredor e expiatório existia antes do Cristianismo, refutando a alegação de que é uma invenção pós-cristã.

5. O Mashiach Ben Yosef na Literatura Rabínica: Um Messias Expiatório

Mitchell desafia a visão de alguns estudiosos judeus modernos, como Joseph Klausner, David Castelli e Tovia Singer, que negam que o Mashiach Ben Yosef tenha um papel expiatório. Ele cita várias fontes rabínicas que afirmam o contrário:

·        Pesiqta Rabbati 37: Nesse texto, os patriarcas dizem ao Mashiach Ben Yosef (também chamado de Mashiach Ben Efraim, pois Efraim era filho de José): "Efraim, Messias justo, embora sejamos seus ancestrais, você é maior que nós, pois carregou os pecados em nosso nome e sofreu terríveis tormentos, pelos quais as primeiras e últimas gerações são expiadas. Entre os povos da terra, você se tornou objeto de escárnio e desprezo por causa de Israel; você se sentou em trevas e escuridão, seus olhos não viram luz, sua pele aderiu aos seus ossos, seu corpo estava seco como madeira, seus olhos escureceram pelo jejum, e sua força secou como um caco de barro — e tudo isso aconteceu por causa das iniquidades de nossos filhos." Essa passagem descreve o Mashiach Ben Yosef como um sofredor vicário, cuja morte expia os pecados de Israel.

·        Talmud, Sukah 52a: Nesse debate famoso, o rabino Dosa Ben Harinas e outros rabinos discutem o lamento de Zacarias 12:10. Dosa afirma que o lamento é pelo Mashiach Ben Yosef, que foi morto, enquanto outros rabinos dizem que é pela morte do yetzer hara (inclinação ao mal). O redator do Talmud concorda com Dosa, argumentando que não faria sentido lamentar a morte da inclinação ao mal. Mitchell interpreta isso como uma indicação de que a morte do Mashiach Ben Yosef causa a morte do yetzer hara, ou seja, sua morte expiatória elimina o mal, um conceito que ressoa com a teologia cristã.

Mitchell também observa que o Mashiach Ben Yosef aparece em diversas fontes rabínicas: nos Targumim (traduções aramaicas da Bíblia), em midrashim homiléticos, exegéticos e apocalípticos, na literatura mística como o Zohar, e em escritos de rabinos medievais e modernos (séculos XVIII e XIX).

Ele está presente em todos os gêneros e períodos da literatura judaica, escrita por judeus para judeus, refutando a ideia de que é uma figura marginal.

6. Por Que o Mashiach Ben Yosef Foi Mantido em Segredo?

Mitchell reitera que os rabinos esconderam o Mashiach Ben Yosef por 2.000 anos porque sua existência levantava questões difíceis. Se a ideia de um Messias sofredor da Galileia que morre, expia pecados e ressuscita existia antes de Yeshua, por que os judeus não o aceitaram?

Se surgiu depois, por que criar uma figura tão semelhante àquela que rejeitaram? Essa tensão levou os rabinos a minimizar a discussão pública sobre o Mashiach Ben Yosef, especialmente em contextos onde cristãos poderiam usá-lo como argumento.

Mitchell compartilha uma experiência pessoal: ao escrever um artigo sobre o Messias para a Sociedade de Estudos do Antigo Testamento, ele incluiu uma seção sobre o Mashiach Ben Yosef como um Messias sofredor no Judaísmo.

O editor do artigo ficou desconfortável com essa seção, não por causa das fontes, mas porque a ideia de um Messias sofredor no Judaísmo desafiava a narrativa tradicional de que tal conceito seria exclusivamente cristão.

Conclusão: O Mashiach Ben Yosef e Yeshua

O Mashiach Ben Yosef não é uma invenção rabínica tardia, mas uma figura profundamente enraizada na Bíblia Hebraica, presente em passagens como Gênesis 49:24, Deuteronômio 33:17, Zacarias 12:10 e Habacuque 3:11-13, e confirmada por fontes pré-cristãs como os Pergaminhos do Mar Morto e o Testamento dos Doze Patriarcas.

Ele é o Messias da Galileia, da tribo de José (ou Efraim), que morre de forma sacrificial às portas de Jerusalém, expia os pecados de Israel, é ressuscitado, e sua morte leva à dispersão de Israel entre as nações. A literatura rabínica, desde o Talmud até textos medievais, reconhece seu papel expiatório, apesar de tentativas modernas de minimizá-lo.

A semelhança entre o Mashiach Ben Yosef e a vida de Yeshua levanta questões profundas: seria Yeshua o cumprimento dessa expectativa messiânica?

Convidamos o leitor a refletir sobre as evidências bíblicas e históricas apresentadas e a considerar se o Mashiach Ben Yosef, escondido por tanto tempo, pode ser a chave para entender a missão de Yeshua como o Messias sofredor e redentor de Israel e do mundo.


Que o Eterno os Abençoe!


Alexandre D'Almeida

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