🌿O Midrash Afirma que - A Salvação Vem do Messias?
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Oliveira Viva
O Midrash Afirma que - A Salvação Vem do Messias?
Revelada a Expectativa Judaica Antiga
Alexandre D'Almeida
20 de setembro de 2025
A ideia de que a salvação vem do Messias é central para a fé messiânica, mas frequentemente contestada por antimissionários, que argumentam que o Tanakh não apresenta o Messias como um salvador pessoal.
No entanto, diversos midrashim, textos rabÃnicos que interpretam as Escrituras, afirmam que a salvação — tanto espiritual quanto fÃsica — é trazida pelo Messias.
Este estudo explora essas tradições, desde o Midrash de Louis Ginzberg até interpretações de Deuteronômio, mostrando como o Messias é visto como o agente da redenção divina.
Ao conectar essas ideias à vida de Yeshua HaMashiach, examinaremos como ele cumpre as expectativas judaicas de salvação, desafiando as objeções antimissionárias.
O Midrash e a Salvação Messiânica
Louis Ginzberg, em Legends of the Jews (vol. 1), compila midrashim que conectam a salvação ao Messias. Um midrash sobre o diálogo entre HaShem e Sua Torá destaca que a Torá, embora sábia, não é um fim em si mesma, mas aponta para a sabedoria do Eterno.
A Torá lamenta que os pecados humanos a tornem abstrata, incapaz de redimir por si só. O Eterno responde que, antes da criação,
Ele previu a pecaminosidade humana e criou o Messias como o meio de salvação: "Se o Templo era quem tinha o poder expiatório com sua destruição em 70 d.C., não há mais explicação. Mas quem traz a salvação é o Messias."
Essa visão sugere que o Messias, não o Templo ou a Torá, é o canal definitivo da redenção.
A Necessidade de um Salvador
O midrash prossegue, explicando que o Eterno criou o mundo sabendo que o pecado levaria à destruição espiritual (inferno) e fÃsica (morte). Para redimir a humanidade,
Ele estabeleceu o Messias como o agente da salvação: "HaShem criou o Messias antes do céu e da terra... para que o Messias traga a salvação."
Após a destruição do Templo, que era o meio de expiação, a salvação passou a depender exclusivamente do Messias.
Ginzberg cita um midrash sobre Salmo 90, onde o Rei, representando o Messias, é digno de louvor por exercer a criação e a redenção: "O Rei a quem se deve o louvor é o Messias, que exerce misericórdia e ensina todos os reis terrenos por seu exemplo divino que nada em suas mãos é digno de confiança, a não ser a Torá e a retidão."
Deuteronômio e a Voz do Messias
Deuteronômio 18:18-19 é interpretado por alguns rabinos como uma profecia messiânica: "Suscitarei um profeta do meio de seus irmãos... porei as minhas palavras na sua boca... e qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele."
Jeffrey Tigay, no comentário da Jewish Study Bible, observa que, no nÃvel literal (pshat), o profeta é Josué, mas no nÃvel mÃstico (sod), pode ser o Messias, que fala em nome do Eterno.
O midrash amplia: 'Eu sou o profeta, e D’us punirá qualquer um que não ouvir as palavras que profetizo." Yeshua, ao afirmar ser o profeta de Deuteronômio (João 5:46), cumpre essa promessa, e sua rejeição é vista como a causa da destruição do Templo em 70 d.C.
A Salvação em NÃveis Espirituais e FÃsicos
O midrash interpreta Deuteronômio 14:6-10, sobre animais puros e impuros, como uma metáfora para a salvação.
No nÃvel sod, "quem vos ouve a mim me ouve" (Lucas 10:16) é associado ao Messias: quem ouve o Messias ouve o Eterno, e quem o rejeita, rejeita o Eterno.
O Talmud (Sanhedrin 99a) e outros textos rabÃnicos, como o Pirkei Avot, afirmam que o Messias traz salvação espiritual (perdão dos pecados) e fÃsica (redenção do exÃlio).
Yeshua, ao perdoar pecados (Marcos 2:5) e prometer a reunião dos exilados (Mateus 24:31), reflete essa dualidade.
O Messias e a Redenção Final
O midrash também conecta a salvação à era messiânica. Em Deuteronômio 32:36, "o Eterno julgará o seupovo e se compadecerá dos seus servos", o julgamento é associado à luz que o Messias traz, superando as trevas do pecado.
Todos os profetas, segundo o Talmude (Sanhedrin 99a), profetizaram sobre o Messias, e antes da criação, o Messias foi designado para trazer redenção.
Yeshua, ao morrer e ressuscitar, oferece salvação espiritual, e sua segunda vinda promete a redenção fÃsica, cumprindo as expectativas judaicas.
Respondendo aos Antimissionários
Antimissionários negam que o Messias seja o agente da salvação, mas:
- Midrashim explÃcitos: Textos como os de Ginzberg afirmam que o Messias traz salvação, especialmente após a destruição do Templo.
- Deuteronômio 18: A profecia de um profeta como Moisés, interpretada como messiânica, é cumprida por Yeshua, cuja rejeição explica o exÃlio prolongado.
- Salvação dual: O Messias, segundo a tradição rabÃnica, redime espiritualmente e fisicamente, como Yeshua demonstra.
Conclusão: Yeshua, o Salvador do Midrash
Os midrashim, ao afirmarem que "a salvação vem do Messias", revelam uma expectativa judaica antiga: o Messias é o canal da redenção divina, trazendo kapará e restauração.
Deuteronômio 18 e outros textos apontam para um profeta cuja voz é a do Eterno, e Yeshua, ao perdoar pecados e prometer a redenção final, cumpre essa visão. A destruição do Templo em 70 d.C., longe de refutar sua messianidade, reforça-a, pois o Messias substitui o sistema sacrificial.
Convidamos o leitor a explorar esses midrashim e considerar: seria Yeshua o Messias que traz a salvação prometida?
Que o Eterno o Abençoe!
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